Jerusalém
O Shin Bet, a agência de inteligência interna israelense, afirmou nesta quarta-feira (3) que interceptou um suposto plano para assassinar o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, e prendeu membros do Hamas.
O ataque, segundo a agência, estava sendo planejado pelo grupo terrorista e envolveria o uso de drones explosivos.
Segundo o Shin Bet, os membros do Hamas detidos eram da região de Hebron, na Cisjordânia ocupada por Israel, e operavam sob o comando de uma célula do grupo na Turquia.
O ministro Itamar Ben-Gvir em Jerusalém – Oren Ben Hakoon – 16.jan.2025/Reuters
A agência informou que os drones foram apreendidos e que há uma investigação em andamento.
Nem o Hamas nem o governo da Turquia se pronunciaram, até o momento, sobre as informações divulgadas pelo Shin Bet.
Ben-Gvir afirmou, em um comunicado, que não será intimidado nem sentirá medo. “O Hamas já tentou me assassinar cinco vezes, e em todas falhou,” disse ele, agradecendo às forças de segurança de Israel. Ben-Gvir é um dos mais extremistas membros do governo do primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu.
As prisões ocorrem em um momento que o Exército israelense se prepara para uma ofensiva em Gaza. O gabinete de segurança de Israel, presidido por Netanyahu, aprovou no mês passado um plano para expandir a campanha militar de quase dois anos no território para tomar a Cidade de Gaza.
Israel atualmente controla cerca de 75% do território.
O país também sofre pressão internacional para acabar com o conflito. Nesta terça (2), a Bélgica anunciou que vai reconhecer, nos próximos dias, o Estado da Palestina, reforçando o movimento de países europeus que já confirmaram a mesma posição,como França, Reino Unido e Portugal, além do Canadá.
A decisão deverá ser oficializada durante a Assembleia-Geral da ONU, que terá início na semana que vem. O tema será um dos destaques do encontro.
Veículo: Folha Uol











