Filmes e livro recém-lançado resgatam memórias da cidade e emocionam moradores e autoridades
Senador Canedo viveu uma noite rara. Em meio ao cotidiano acelerado de uma cidade em crescimento, moradores se reuniram no Paço Municipal, em 22 de agosto, para assistir a dois filmes que não falam de outros lugares, mas deles mesmos. Domingo é Dia de Feira e Marcas do Tempo estrearam, trazendo a cidade diante da sua própria trajetória.
A sessão teve clima de estreia de gala, mas o brilho vinha de outro lugar: do reconhecimento. Pessoas se viam nas imagens da feira da Praça da Matriz, nas lembranças de quem ajudou a formar o município, nos marcos que explicam como Senador Canedo se tornou o que é hoje. Entre sorrisos e olhares atentos, o público acompanhava cada detalhe como quem reencontra parte de si mesmo.
Logo após as exibições, foi lançado o livro Senador Canedo – Marcas do Tempo, escrito por Sidney Vilela em parceria com Bianca Nascimento, transformando em páginas o mesmo cuidado com a memória presente nos filmes.
O evento, promovido pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Esporte, Cultura e Turismo (Secult), reuniu autoridades, pesquisadores e moradores que carregam a história da cidade no cotidiano.
O prefeito Fernando Pellozo destacou a importância do trabalho:
“Ver nossa história contada dessa forma é sentir orgulho do que construímos juntos. É reconhecer que Senador Canedo é feita de pessoas e memórias, que merecem ser lembradas e celebradas”
O curta de Dheniffer Wagata transformou a feira da Praça da Matriz em palco de convivência e identidade. Já o filme de Sidney e Gabriel Vilela percorreu décadas de transformações, da chegada da ferrovia nos anos 1930 à emancipação política em 1988.
Sidney resumiu o sentimento da noite:
“Cada cena, cada depoimento, é um cuidado com a cidade que amamos. Registrar essas memórias é devolver um abraço a Senador Canedo”
Gabriel completou:
“Contar essa história é também reconhecer a força de quem constrói a cidade todos os dias. Senador Canedo está viva em cada um de nós”
As produções, financiadas pela Lei Paulo Gustavo em parceria com o Ministério da Cultura, circularão em escolas, bibliotecas e centros culturais, além de chegarem ao YouTube.
Quando os créditos subiram, o silêncio do auditório carregava algo que palavras não alcançam facilmente: a sensação de se reconhecer, de se ver parte de algo maior. Senador Canedo estava ali, nas imagens, nas histórias, nos olhares do público. E junto com a memória da cidade, ficou o carinho pelo que foi construído, o orgulho de pertencer e a certeza de que essas lembranças serão cuidadas e passadas adiante.
Texto: Bianca Nascimento
Fotos: Alexandre Manso











