A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) realizou, na última quarta-feira (25/2), a apreensão e destruição de mudas cítricas contaminadas com cancro cítrico no município de Itumbiara, no sul de Goiás. A identificação ocorreu durante vistoria técnica em viveiros revendedores/floriculturas para renovação de cadastro do estabelecimento. Os fiscais coletaram amostras das folhas e encaminharam à Gerência de Sanidade Vegetal da Agrodefesa. O material foi posteriormente enviado ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Goiás (LFDA/GO), que confirmou a presença da bactéria Xanthomonas citri subsp. citri, causadora do cancro cítrico.
Diante da confirmação da presença da praga, a Agência determinou a apreensão e a destruição de 350 mudas de citros contaminadas e sem documentação. A medida de destruição encontra-se prevista na legislação fitossanitária para evitar a disseminação da praga e proteger a citricultura comercial goiana, e também as áreas não comerciais, urbanas, fundo de quintal, chácaras. O cancro cítrico é uma praga quarentenária causada pela bactéria Xanthomonas cit ri pv. citri que afeta todas as variedades de citros. Os impactos da doença incluem desfolha, queda prematura de frutos, redução da produtividade e depreciação da qualidade dos frutos, devido às lesões que surgem na casca.
Segundo o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, a eliminação das mudas infectadas é fundamental para conter a doença. “A destruição é uma ação necessária para impedir a propagação do cancro cítrico e preservar a produção de citros em Goiás. A atuação rápida da Agência garante segurança fitossanitária e protege os produtores”, destacou.
O coordenador da Unidade Regional Rio Paranaíba, Felipe Dantas, explica que a principal forma de disseminação da doença ocorre por meio de mudas contaminadas, além de chuvas, ventos, equipamentos, veículos e restos de colheita. “O controle rigoroso na produção e na comercialização de mudas é essencial. Os produtores devem adquirir mudas apenas de viveiros certificados junto à Agência e ao Ministerio da Agricultura e Pecuária (Mapa), pois esses estabelecimentos passam por inspeções rotineiras pelos órgãos competentes, e em consequência previnem a produção e comercialização de material contaminado”, ressalta.
A coordenadora do Programa de Citros da Agrodefesa, Mariza da Silva Mendanha, explica que os sintomas podem ser observados a olho nu. “As lesões aparecem inicialmente na face inferior das folhas e, depois, na superior. São circulares, salientes e apresentam halo amarelado, com pequenos pontos de coloração marrom clara. Com a evolução da doença, tornam-se maiores, mais escuras e em alto relevo e ataca folhas, frutos e ramos”, detalha.




Servidores da Agrodefesa, vinculados à Unidade Regional Rio Paranaíba e a Unidade Operacional Local de Itumbiara, realizaram a ação de apreensão e destruição das mudas contaminadas e sem documentação, como medida de erradicação da praga. Foto: Agrodefesa
Comunicação Setorial da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) – Governo de Goiás
Veículo: Goiás Gov Agrodefesa











