Operação prendeu donos, funcionários e familiares da vítima; local teve atividades suspensas por associação criminosa
Durante uma operação da Polícia Civil de Goiás (PCGO) em uma clínica psiquiátrica de Goiânia, cerca de 40 mulheres foram encontradas internadas, muitas delas afirmando que também estavam no local de forma compulsória, sem consentimento. A ação foi motivada pela denúncia de que uma paciente havia sido internada à força pela própria mãe para não comparecer a uma audiência judicial.
Segundo a corporação, a investigação resultou no cumprimento de seis mandados de prisão e dois de busca e apreensão. Os crimes apurados incluem sequestro, cárcere privado, privação da liberdade e lesão corporal. Entre os detidos estão o dono da clínica, Leonardo Carneiro, seu irmão Christiano Carneiro, a gerente de enfermagem Rosane Oliveira e a funcionária Andiara Costa.
A PCGO também descobriu que Christiano cobrava R$ 500 para realizar as chamadas “capturas” de pacientes. Além deles, a mãe e a irmã da vítima — responsáveis por levar a mulher ao local contra a sua vontade — foram presas e vão responder por sequestro e furto, já que também teriam levado um computador da casa dela.
De acordo com a investigação, a vítima foi internada por um dia em maio deste ano, após uma disputa judicial envolvendo um imóvel da família. O desaparecimento foi notado pelo marido, que acionou a polícia ao perceber que o carro da cunhada estava próximo à casa deles. O resgate contou com apoio de policiais e de uma advogada.
Com base nos indícios levantados, a Justiça determinou a suspensão imediata das atividades econômicas da clínica, que agora é investigada também por associação criminosa.
Por: Redação
Foto: PCGO











