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Ataque de Israel na Faixa de Gaza mata palestinos às vésperas de reunião do Conselho de Paz

Cairo e Jerusalém | Reuters

Ataques aéreos de Israel na Faixa de Gaza mataram pelo menos 11 palestinos neste domingo, segundo autoridades de saúde do território, em uma ação que Tel Aviv classificou como resposta a supostas violações do cessar-fogo pelo Hamas.

De acordo com socorristas, um bombardeio contra um acampamento de famílias deslocadas matou pelo menos quatro pessoas, enquanto autoridades de saúde afirmaram que outro ataque matou outros cinco em Khan Yunis, no sul do território. Outra pessoa teria sido morta a tiros no norte.

Os ataques aéreos também alvejaram o que Israel diz ser um comandante do grupo Jihad Islâmica, aliado do Hamas, no bairro de Tel Al-Hawa, na Cidade de Gaza.

Gaza é controlada pelo Hamas, e verificações independentes, em geral, são impossibilitadas pelo bloqueio que Israel impõe à imprensa internacional no território. Apesar disso, a ONU considera os números divulgados pelo grupo terrorista confiáveis e, recentemente, Tel Aviv reconheceu que a cifra de 70 mil palestinos mortos durante a guerra, fornecida pela facção, está correta.

Lá Fora

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, pelo menos 600 dessas mortes ocorreram após a trégua, em outubro. Israel diz que quatro soldados foram mortos em Gaza no mesmo período.

Hazem Qassem, porta-voz do Hamas em Gaza, acusou Israel de cometer um novo “massacre” contra palestinos deslocados, classificando a ofensiva como uma grave violação do cessar-fogo dias antes da primeira reunião do Conselho de Paz criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Já um militar israelense chamou os ataques de domingo de precisos e em conformidade com o direito internacional, afirmando que o grupo palestino violou repetidamente o cessar-fogo firmado em outubro. O agente diz que membros combatentes emergiram de um túnel no lado israelense da Linha Amarela, acordada na trégua para demarcar as áreas controladas por Israel e pelo Hamas.

Ambas as partes na guerra trocam repetidas acusações sobre violações do acordo, um elemento-chave do plano de Trump para encerrar a guerra em Gaza, a mais mortal e destrutiva do conflito israelo-palestino, que já dura gerações.

Israel avançou unilateralmente a Linha Amarela para dentro da Faixa de Gaza, mesmo que a retirada israelense faça parte do acordo de cessar-fogo, e o Hamas tenha rejeitado até agora as exigências de depor as armas, também previstas no plano. Tel Aviv afirma que terá que forçar o Hamas a desarmar-se caso isso não aconteça.

Qassem instou os participantes da primeira reunião do novo Conselho Internacional de Paz para Gaza na próxima quinta-feira (19), a pressionarem para que Israel pare de violar a trégua e implemente o acordo sem demora.

Autoridades americanas disseram à agência de notícias Reuters na semana passada que Trump usará a reunião em Washington para anunciar um plano de reconstrução de bilhões de dólares para Gaza e detalhar os planos para uma força de estabilização autorizada pela ONU para o território palestino.

Veículo: Folha Uol

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/02/ataque-de-israel-na-faixa-de-gaza-mata-palestinos-as-vesperas-de-reuniao-do-conselho-de-paz.shtml

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