Destróier e navio de apoio faziam operação de reabastecimento; acidente ainda em apuração deixou dois feridos leves
Embarcações fazem parte da operação de Trump para policiamento do Hemisfério Sul, que capturou Maduro em janeiro
13.fev.2026 às 10h35
Igor Gielow
São Paulo
Um vídeo que emergiu em redes sociais mostra o momento em que dois navios de guerra colidiram no Caribe, durante uma operação de reabastecimento na quarta-feira (11). Ao menos dois marinheiros ficaram feridos, mas as belonaves seguiram seu curso.
As imagens mostram o destróier USS Truxtun se aproximando do navio de apoio USNS Supply ao sul de Porto Rico. De repente, ele parece perder o controle e abalroa a outra embarcação.
Destróier da classe Arleigh Burke, semelhante ao USS Truxtun, que colidiu com outro navio no Caribe – Xavier Jimenes – 1º.jul.17/Marinha dos EUA/AFP
Segundo a Marinha dos EUA, não houve danos significativos em nenhum dos dois navios, que integram a missão Lança do Sul, a operação que Donald Trump montou na região no fim de 2025 para supostamente reforçar o combate ao narcotráfico em sua fronteira meridional.
Na prática, o ponto alto da ação foi político: a captura, no dia 3 de janeiro, do ditador venezuelano Nicolás Maduro e sua mulher em umataque coordenado a Caracas e a instalações militares do regime chavista —que foi poupado, sendo obrigado por Washington a trocar a parceria com chineses e russos por uma renovada associação com os americanos.
O USS Truxtun é um poderoso destróier da classe Arleigh Burke, o esteio da força de ataque naval dos EUA. Com 74 navios em três gerações diferentes, ele pode levar até 96 mísseis para ações mundo afora e, em vários modelos, é equipado com o sistema de defesa antiaéreo Aegis —que protege contra ameaças balísticas, aeronaves e mísseis de cruzeiro.
Já o Supply faz parte da classe de navios de apoio logístico e operações especiais de mesmo nome, 1 dos 4 construídos, 2 dos quais em operação. É uma espécie de faz-tudo dos mares: leva combustível, armas, suprimentos diversos para navios de combate.
Segundo a Marinha dos EUA, não há ainda certeza acerca do que ocorreu. Pode ter sido um problema técnico no sistema de navegação do destróier ou erro humano.
A presença militar aumentada a nível nunca visto na América Latina está em linha com a nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA, publicada em dezembro, na qual Trump assume querer retomar o princípio de controle de sua periferia estratégica —colocando em prática a versão belicista da Doutrina Monroe, de 1823.
Veículo: Folha Uol











