Ministro do STF foi indicado em 2017 por Michel Temer e teve 55 votos favoráveis; bastidores revelam reunião polêmica no Lago Paranoá
Alexandre de Moraes é hoje uma das figuras mais questionadas no cenário político brasileiro. Um dos argumentos mais repetidos por críticos é que ele ocupa um cargo de destaque sem ter recebido votos populares. Trata-se de uma meia verdade: Moraes foi escolhido pelo mesmo processo aplicado a todos os ministros do Supremo Tribunal Federal — indicação do presidente da República, sabatina no Senado e votação em plenário.
Em 2017, indicado por Michel Temer, Moraes recebeu 55 votos favoráveis e 13 contrários, enquanto outros 13 senadores se ausentaram. O que chamou atenção na época foi uma sabatina informal ocorrida no dia seguinte à indicação, realizada a bordo de um barco de luxo ancorado no Lago Paranoá.
O encontro foi promovido pelo então senador Wilder Moraes, proprietário da embarcação, e contou com a presença de parlamentares influentes. Entre os que discursaram contra a indicação estavam Randolfe Rodrigues e Gleisi Hoffmann.
A ocasião, embora não tenha alterado o rito oficial, gerou repercussão e alimentou debates sobre a influência de bastidores nas escolhas para o STF. O episódio ainda é citado como um exemplo da combinação entre política formal e articulações extraoficiais.
Ao assumir a vaga, Moraes passou a ocupar posição central em decisões de grande impacto, tornando-se alvo de críticas e também de defesas acaloradas no cenário nacional
Por: Marcelo Heleno
Foto: Bianca Marinho/G1











