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BYD prevê ‘crescimento chinês’ em ônibus elétricos no Brasil e quer nova fábrica

Igor Patrick

Washington

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A chinesa BYD planeja ampliar sua presença no mercado brasileiro de ônibus elétricos. A expectativa é fabricar aproximadamente 1.200 unidades em 2026, impulsionada pela demanda de grandes cidades, especialmente no estado de São Paulo.

A informação foi confirmada pelo diretor de veículos comerciais da montadora chinesa, Marcello Schneider, à newsletter. Em 10 anos, a marca produziu cerca de 600 chassis de ônibus na fábrica de Campinas, no interior de São Paulo. É a metade do que a empresa pretende entregar só em 2026.

Fábrica da BYD em Campinas – EDUARDO MEDRANO/Assessoria

Para isso, a BYD vai abrir uma nova fábrica, afirma Schneider. A planta atual tem capacidade para produzir até 2.000 chassis por ano, considerando apenas ônibus de 12 metros. Na prática, o mix de modelos (que inclui ônibus articulados, que consomem o equivalente a dois chassis convencionais) reduz esse volume.

De janeiro a novembro, a montadora entregou 21,29% dos novos ônibus elétricos do país, atrás da Caio Induscar (33,58%) e da Mercedes-Benz (32,23%), segundo ranking da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

No plano aprovado na sede da empresa, em Shenzhen, na China, prevê-se uma expansão rápida e temporária, com a instalação de uma unidade adicional próxima a Campinas, no interior de São Paulo. A previsão é de que ela ficará pronta em até seis meses e vai dobrar a capacidade produtiva da empresa no curto prazo.

Em paralelo, a BYD prepara o projeto de uma nova fábrica construída do zero, também no estado de São Paulo. A cidade que receberia a fábrica não é revelada.

A previsão é de que ela entre em operação em até três anos para substituir todas as instalações atuais de ônibus elétricos da empresa no país. O projeto prevê um complexo industrial de cerca de 180 mil metros quadrados. A unidade atual ocupa aproximadamente 7 mil metros quadrados.

Quando estiver em plena operação, a nova planta terá capacidade para produzir até 7.000 chassis por ano. O plano é que ela também permita o início da produção local de caminhões elétricos, hoje ainda importados. O valor do investimento não foi divulgado.

“A nossa ideia é que o Brasil seja esse hub de produção. Primeiro para atender o mercado nacional, mas já nascendo com a projeção de exportar para o Mercosul. A partir do momento em que a gente parte para o mercado externo, a fábrica precisa ter escala para isso”, afirma Schneider.

A BYD diz que é procurada por encarroçadoras interessadas em usar o Brasil como base de exportação para a América do Sul e América Central. Segundo o executivo, a empresa também olha mais adiante, considerando os mercados da África e do Oriente Médio, onde a indústria brasileira de ônibus teve presença relevante no passado.

Por que importa: a expansão da montadora chinesa sinaliza que a eletrificação de ônibus no Brasil deixou de ser um experimento para entrar em escala industrial. A nova fábrica colocaria o Brasil entre os principais polos globais em veículos pesados da montadora.

Veículo: Folha Uol

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2025/12/byd-preve-crescimento-chines-em-onibus-eletricos-no-brasil-e-quer-nova-fabrica.shtml

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