Inquérito apura postagem que associou presidente ao regime de Assad e a execuções de pessoas LGBTQIA+
A Polícia Civil do Distrito Federal abriu um inquérito para investigar o ex-presidente Jair Bolsonaro por suposta divulgação de fake news e crimes contra a honra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A apuração foi iniciada após denúncia de que Bolsonaro teria publicado, em seu canal no WhatsApp, uma mensagem que associava Lula ao regime de Bashar al-Assad, na Síria, e à execução de pessoas LGBTQIA+.
O conteúdo foi publicado em 15 de janeiro de 2025 e teria se espalhado rapidamente nas redes. A denúncia partiu de um cidadão russo-brasileiro, que levou o caso ao Ministério Público Federal. A partir daí, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, encaminhou o pedido de investigação para as autoridades competentes.
Inicialmente, havia a expectativa de que a apuração ficasse a cargo da Polícia Federal. No entanto, o Ministério Público do Distrito Federal definiu que a competência seria da Polícia Civil do DF, que já iniciou a coleta de informações e análise do material.
O inquérito busca esclarecer o alcance da postagem, o contexto em que foi feita e se ela teve o objetivo de atingir a honra de Lula. A publicação já não está mais disponível no canal de Bolsonaro, mas prints e registros da mensagem circulam em outros grupos e redes sociais.
Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está proibido de utilizar redes sociais, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A medida faz parte de investigações que envolvem supostos atos antidemocráticos e disseminação de informações falsas.
A defesa do ex-presidente ainda não se manifestou sobre o caso. Caso seja indiciado, Bolsonaro poderá responder por crimes contra a honra e por eventual violação de legislações que tratam da propagação de notícias falsas.
Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Reprodução











