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Câmara acelera votação de leis contra exploração infantil após vídeo de Felca

Presidente da Casa promete priorizar propostas após denúncia que expôs casos de adultização de menores nas redes sociais

A Câmara dos Deputados vai acelerar, nesta semana, a votação de um pacote de projetos que visam proteger crianças e adolescentes no ambiente digital. A decisão veio após a grande repercussão do vídeo publicado pelo youtuber e humorista Felca, que reuniu denúncias de adultização e exploração infantil nas redes sociais.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), classificou o tema como “urgente” diante da comoção popular. Desde a divulgação do conteúdo, que já ultrapassa 27 milhões de visualizações, oito novos projetos de lei foram protocolados, incluindo a chamada “Lei Felca”. Entre as medidas propostas estão a criminalização da adultização infantil e o bloqueio de algoritmos que favoreçam conteúdos sexualizados com menores.

O pacote inclui alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Código Penal, criação de políticas nacionais de conscientização e mecanismos para remover contas e conteúdos nocivos. Também há previsão de audiências públicas e uma moção de aplauso ao influenciador pela iniciativa.

Antes da denúncia de Felca, já tramitavam na Câmara outros 45 projetos com foco na segurança digital infantil. A nova onda de propostas reforça a pressão política e o clamor social para respostas rápidas contra abusos e violações na internet.

O vídeo de quase 50 minutos traz trechos de conteúdos publicados por influenciadores e familiares, apontando casos que vão desde constrangimento público até indícios de exploração sexual. Entre os citados estão o canal “Bel para Meninas”, o influencer Hytalo Santos e a menor Caroliny Dreher. Após a repercussão, alguns perfis foram suspensos e investigações abertas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal.

A expectativa é que a votação ocorra ainda nesta semana, com ampla aprovação das medidas. O caso se tornou um marco na discussão sobre proteção digital e deve influenciar a regulação do uso das redes por menores nos próximos anos.

Por: Lucas Reis

Foto: Reprodução

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