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SES abre fórum nacional que debate diretrizes de inteligência artifical na saúde

Evento realizado em Goiânia reúne técnicos gestores e especialistas de hospitais, universidadese demais setores públicos e privados para discutir critérios e diretrizes para aplicação da IA na saúde

Sérgio Vencio fala na Health Innovation Forum (HIF), em Goiânia, que debate IA na saúde

A abertura do Health Innovation Forum (HIF) foi realizada nesta quarta-feira (28/01), no Espaço Dois Ipês, em Goiânia, pelo secretário adjunto de Estado da Saúde de Goiás, Sérgio Vencio. No encontro com mais de 50 líderes da saúde brasileira para discutir caminhos práticos para a transformação digital, integração de dados, uso seguro de IA e interoperabilidade, Vencio destacou o protagonismo do Estado de Goiás.

“Temos investido muito pesado na tecnologia e inteligência artificial já há alguns anos, essa é uma ordem do governador Ronaldo Caiado, para que o Estado seja o mais tecnológico do Brasil, e temos alcançando prêmios em diversas áreas da Secretaria de Estado da Saúde e avançado nessa discussão de como usar a tecnologia, a inteligência artificial, de como trazer novas formas de exames, de consultas, de cirurgias, de teleatendimento para a nossa população”, destacou Sérgio Vencio.

Goiânia foi escolhida pela Hospcom – empresa brasileira referência na comercialização, locação e assistência técnica de equipamentos hospitalares de alta tecnologia – para abrir um movimento nacional que reúne lideranças técnicas, gestores públicos, hospitais, universidades, especialistas e representantes do setor privado para construir novas referências e recomendações práticas sobre o uso responsável de IA e integração digital.

A capital goiana combina rede assistencial em crescimento, ambiente aberto à inovação e forte articulação entre governo, iniciativa privada e academia, fatores essenciais para sediar debates que exigem visão territorial e participação ampla. A presença ativa da secretaria reforça o papel estratégico do Estado na modernização do sistema.

As discussões vão subsidiar a construção de diretrizes sólidas que apoiem decisões institucionais ao longo de 2026. Esse material integrará o Relatório Oficial do HIF 2026, cuja síntese técnica será pública e voltada para orientar políticas, práticas assistenciais e investimentos em tecnologia. A pasta acompanha o processo, uma vez que parte dos desafios identificados é compartilhada por hospitais privados, redes públicas e operadoras.

“A tecnologia avançou mais rápido do que os critérios de uso. Hospitais, operadoras e gestores convivem com ferramentas potentes, mas sem referências sobre quando usar, como usar e quais resultados esperar. Há muito discurso sobre inovação, mas faltam parâmetros construídos a partir da prática. Esse movimento busca justamente consolidar evidências reais e transformá-las em diretrizes capazes de orientar decisões de 2026 em diante”, reforça o CEO da Hospcom, Gabriel Coelho.

O debate mobiliza toda a cadeia da saúde. Clínicas, operadoras regionais, startups, universidades e investidores dependem de referências técnicas confiáveis para desenvolver soluções, estruturar processos, formar profissionais e medir valor. Em estados que crescem rapidamente, como Goiás, o envolvimento direto do poder público garante que as recomendações reflitam necessidades reais e possam influenciar a qualificação da rede, a gestão de dados e a incorporação progressiva de novas tecnologias.

Ao articular esse debate nacional a partir de Goiânia, o setor reforça a descentralização das discussões de inovação — historicamente concentradas no Sudeste — e reconhece o papel emergente do Centro-Oeste na modernização do sistema de saúde. Mais do que um encontro, trata-se da construção de um marco institucional para organizar prioridades, consolidar evidências e oferecer ao mercado e ao poder público um instrumento concreto para decisões de alto impacto.

Sobre o HIF 2026Nesta quarta e quinta-feira (28 e 29/01), Goiânia sediará o Health Innovation Forum. O HIF nasce em um cenário em que 62,5% das instituições de saúde brasileiras já utilizam IA, segundo ANAHP e ABSS, e no qual projeções da Deloitte indicam que mais de 70% das organizações de saúde da América Latina deverão incorporar IA generativa até 2026. A falta de interoperabilidade, apontada pela SBIS como um dos maiores gargalos nacionais, também estará no centro das discussões.

Foto: Marco Monteiro

Comunicação Setorial SES-GO com informações da Hospcom

Veículo: Goiás Gov

Fonte: https://goias.gov.br/saude/ses-go-abre-forum-nacional-que-debate-diretrizes-de-ia-na-saude/

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