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Colunista do Washington Post diz ter sido demitida após publicações sobre morte de Charlie Kirk

Benjamin Mullin

The New York Times

Karen Attiah, colunista do jornal americanoThe Washington Post, disse ter sido demitida na semana passada devido a publicações nas redes sociais sobre violência armada e “padrões duplos raciais” feitas após o assassinato do influenciador de direita Charlie Kirk.

Em post na plataforma Substack em que anunciou a demissão, Attiah mencionou várias de suas postagens nas redes que expressavam antipatia pela intolerância política e frustração com a falta de esforços para conter a violência armada. Em uma das publicações, ela criticou a inação da “América branca” que, segundo ela, “não vai fazer o que precisa para se livrar das armas em seu país”.

Itens são deixados em um memorial para Charlie Kirk na sede da Turning Point USA, em Phoenix, Arizona, EUA – Eric Thayer/Getty Images via AFP

Segundo Attiah, o Washington Post disse que suas publicações são inaceitáveis, constituem “má conduta grave” e colocam em risco “a segurança física de colegas” —acusações que ela nega.

Um porta-voz do Washington Post se recusou a comentar. As políticas da organização determinam que os funcionários devem usar as redes com responsabilidade e civilidade e tratar as pessoas com respeito.

A seção de opinião da empresa foi remodelada ao longo do último ano após uma determinação de Jeff Bezos, o proprietário, sob o argumento de que o Post abraçaria “liberdades pessoais e mercados livres”.

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Essa decisão levou à saída de David Shipley, o editor de opinião do Post, bem como de vários de seus colegas. Ele foi substituído por Adam O’Neal, ex-correspondente da revista The Economist que, antes, foi redator de página editorial no The Wall Street Journal.

Várias empresas cortaram laços com funcionários que fizeram comentários sobre o assassinato de Kirk. A emissora MSNBC demitiu na semana passada Matthew Dowd, um analista político, que disse no ar que o influenciador promoveu discurso de ódio. Ativistas de direita estão incentivando as pessoas a vasculhar a internet em busca de comentários que celebraram o assassinato e a contatar os empregadores.

Attiah não celebrou a morte de Kirk. Ela escreveu no Substack que exerceu “contenção mesmo enquanto condenava o ódio e a violência”. Uma das publicações citou as observações feitas por Kirk sobre Ketanji Brown Jackson, a única juíza negra da Suprema Corte, e Sheila Jackson Lee, ex-membro do Congresso pelo Texas, dizendo que elas não tinham “poder de processamento cerebral para serem levadas realmente a sério”.

“Minha única referência direta a Kirk foi uma publicação —suas próprias palavras registradas”, escreveu Attiah. Ela terminou o post incentivando as pessoas a se inscreverem em um curso online que ela coordena sobre raça e mídia.

Veículo: Folha Uol

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2025/09/colunista-do-washington-post-diz-ter-sido-demitida-apos-publicacoes-sobre-morte-de-charlie-kirk.shtml

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