São Paulo
A maioria dos principais veículos de comunicação estrangeiros repercutem a formação de maioria no Supremo Tribunal Federal pela condenação ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus que compõem o núcleo central da trama golpista.
Veja abaixo o que dizem alguns dos sites internacionais.
EL PAÍS
O jornal espanhol destaca a condenação de Bolsonaro pela “tentativa de golpe contra Lula” na chamada principal de seu site e afirma que o Brasil “dá um passo importante contra a impunidade” no país. Ao classificar de “julgamento politicamente mais significativo do Brasil nos últimos anos”, o veículo contrapôs a decisão tomada apesar “da forte pressão de Donald Trump”.
THE NEW YORK TIMES

O veículo americano aponta a “vasta conspiração” pela qual Bolsonaro foi acusado, e fala em “momento crucial” do julgamento que “testou a maior democracia da América Latina”.
THE GUARDIAN

O veículo britânico aponta que o ex-presidente brasileiro pode enfrentar “pena de prisão de décadas” ao ser condenado por “tentar se agarrar ao poder à força” depois da derrota em 2022. O jornal ainda destaca as ações do “populista de extrema-direita” durante a pandemia e no combate às mudanças climáticas como pontos que o responsabilizaram e, com a condenação, geraram uma “euforia progressista com sua queda”.
13 atos de execução da trama golpista, segundo Moraes
Para acusação e relator, ações do ex-presidente e de outros réus vão além de preparação e já configuram cometimento de crimes
- Em sintonia com a PGR, o ministro do STF Alexandre de Moraes elencou 13 atos executórios praticados pelos réus. Segundo eles, os fatos evidenciam que crimes já estavam sendo praticados e não simplesmente preparados.
- O primeiro ato executório do grupo foi a utilização de órgãos públicos para monitoramento de adversários políticos com o objetivo de atentar contra o poder Judiciário e tentar deslegitimar as urnas.
- A live de 29.set.2021, na qual Bolsonaro falou no Palácio do Planalto sobre fraudes nas urnas eletrônicas, foi classificada como ato executório.
- O discurso do ex-presidente em 7.set.2021, criticando o Judiciário e ministros do STF, foi considerado uma tentativa de emprego de grave ameaça para obstruir a atuação dos Poderes.
- Reuniões ministeriais e com embaixadores, nas quais Bolsonaro atacou as urnas eletrônicas e processo eleitoral, configuram atos preparatórios.
- Obstrução de estradas pela PRF durante o segundo turno das eleições de 2022.
- Uso indevido da estrutura das Forças Armadas para produzir relatório de fiscalização do sistema eletrônico de votação.
- Monitoramento de autoridades e eventos golpistas pós segundo turno, como a reunião golpista de 28 de novembro de 2022.
- Plano Punhal Verde Amarelo, envolvendo morte de autoridades, inclusive do presidente Lula.
- Atos praticados após o plano, incluindo monitoramento de Lula e discurso pós-golpe.
- Minuta do golpe de Estado apresentada aos comandantes das Forças Armadas, com Bolsonaro admitindo discussões sobre “possibilidades” com militares, negando ilegalidade.
- Atos violentos contra sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, revelando violência e grave ameaça da tentativa de golpe.
- Planejamento de gabinete de crise após consumação do golpe.
BBC

A emissora britânica BBC escreve sobre a condenação pela “conspiração golpista” de Bolsonaro e aponta que o ex-presidente pode enfrentar “décadas de prisão”.
PÚBLICO

Um dos maiores jornais de Portugal, o Público destaca como sua principal manchete a “decisão histórica” que condena Bolsonaro por golpe de Estado. Também pontua, durante o texto, a fala do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sobre conceder indulto ao ex-presidente caso seja eleito para este posto em 2026.
THE WASHINGTON POST

O veículo americano titula a notícia pela “tentativa de golpe e conspiração para assassinato” liderados por Bolsonaro. Ainda destaca, além disso, que o ex-presidente se torna o primeiro “condenado por tentar minar a maior democracia da América Latina”.
LA NACION

O jornal da Argentina pontua a condenação na página principal de seu site como “histórica”, e ainda destaca, ao longo do texto, Bolsonaro como “o grande ausente”, devido ao fato de o ex-presidente não ter comparecido às sessões do julgamento.
CLARÍN

Também argentino, o Clarín destaca as condenações que pesam sobre Bolsonaro, além das discussões acerca da impossibilidade de anistia para os acusados neste caso.
Veículo: Folha Uol











