Cartum (Sudão) | AFP
Mais de 1.000 pessoas morreram em um deslizamento massivo de terra na região de Darfur, no oeste do Sudão, informou nesta segunda (1º) um grupo rebelde que controla a área. Segundo o Movimento de Libertação do Sudão, houve apenas um sobrevivente.
Um “deslizamento massivo e devastador” atingiu a aldeia de Tarasin, nas montanhas de Marra, no domingo (31), segundo um comunicado o Movimento de Libertação do Sudão.
O grupo afirmou que, segundo informações iniciais, o deslizamento resultou “na morte de todos os residentes da aldeia, calculada em mais de 1.000 pessoas, com apenas um sobrevivente”.
A lama teria arrasado a aldeia e destruído parte de uma região conhecida pela produção de cítricos. O grupo pediu à ONU (Organização das Nações Unidas) e outros órgãos internacionais que apoiem o resgate dos corpos.
Os números de mortos não podem ser verificados de maneira independente. O país está em guerra civil há três anos, com conflitos entre o Exército oficial e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (FAR). O conflito levou o Sudão em uma das piores crises humanitárias do mundo.
Os combates escalaram na região de Darfur desde que o Exército tomou o controle da capital Cartum, em março. Grande parte da região permanece inacessível às organizações internacionais de ajuda, incluindo a área do deslizamento, devido aos combates, o que limita consideravelmente a entrega de ajuda humanitária.
De modo geral, o Movimento de Libertação do Sudão permanece distante dos combates, apesar de controlar algumas áreas montanhosas do país. O governador de Darfur, Minni Minnawi, aliado do Exército, classificou o deslizamento como uma “tragédia humanitária”.
“Pedimos às organizações humanitárias internacionais que atuem urgentemente e forneçam apoio e assistência neste momento crítico, porque a tragédia é mais do que nosso povo pode enfrentar”, afirmou ele em um comunicado.
Veículo: Folha Uol











